Aqui há tempos atrás escrevi um artigo dedicado a gebos. Ora, como gebos era o que mais pululava na FEUC, houve logo quem saísse em defesa dos da sua classe (quiçá as histórias que contei fossem até acerca de quem interveio contra a Irmandade das Sombras e contra mim pessoalmente) e o artigo foi dos mais comentados deste blogue, tendo nós tido até necessidade, a partir daí, de fazer moderação de comentários, pois um comentário de gebo… nada tem de engraçado, irónico, ou construtivo: é da baixeza do nível da sua inteligência e nós, como cavalheiros da Praxe que somos, não gostamos desse tipo de baixeza num blogue de referência como este.
Mas foi tal o sucesso e havia tantas histórias para contar sobre grandes gebos que conhecemos na FEUC, que aqui vou deixar mais algumas registadas.
Havia lá na FEUC, nos anos 90 e princípio dos anos 2000, um cidadão bronzeado e de cabelo encaracolado, natural e nacional de Moçambique, que não primava pela inteligência. Ora esse amigo era de um curso onde a matemática era pouca e os trabalhos e apresentações de aulas eram muitos e estava um dia a apresentar uma aula sobre um assunto que desconheço; acontece que, nessa altura, ainda os computadores portáteis eram raros e caríssimos e ainda os cachopos não faziam birra por um telemóvel novo, mais bonito ou topo de gama, e o mesmo acontecia com os PC, que eram quase todos de secretária e não se podiam levar para as aulas, e o que de mais moderno havia na altura para fazer uma apresentação mais bonita e mostrar que havia ali muito trabalho era através da utilização de acetatos. Como este blogue perdurará pelos séculos dos séculos (mesmo não sabendo nós quantos séculos serão esses “séculos dos séculos”, pois uns dizem que o mundo está para acabar breve devido ao aquecimento global e outros falam antes de arrefecimento global), convém explicar às gerações vindouras como funcionavam os acetatos: eram umas folhas transparentes com algo escrito ou desenhado que era posto em cima de um foco de luz e que era, através de um espelho, orientado para onde quiséssemos, de maneira a que o que estava no acetato era projectado para uma parede para todos vermos aquilo e em ponto grande. Decidiu então o nosso amigo levar uns acetatozinhos para uma aula que ia apresentar e não é que uma mosca matreira decidiu, sem autorização do nosso amigo, poisar-lhe num acetato, ficado a sua sombra projectada na parede? O nosso amigo, furioso com tal ousadia por parte do insecto, em vez de se virar para o local onde a mosca estava (em cima do acetato) para a espantar, vira-se para o local onde a sua sombra era projectada (a parede) e, agitando os braços para a espantar, exclamou, provocando o riso de todos os seus colegas: “Xô mosca! Xô mosca! Mosca má!”.
De outra vez, este nosso amigo foi encarregue de escolher um artigo de jornal para uma cadeira de Sociedade Portuguesa Contemporânea e apresentar esse artigo na aula. Ora o nosso amigo pegou num artigo qualquer sobre as crianças de Moçambique e foi apresentá-lo; a professora quando o começou a ouvir, interrompeu-o:
- Ó R. mas esse artigo não é sobre a sociedade portuguesa…
Ele, vendo que tinha metido o pé na argola, começou:
- Sabe, professora, eu li este artigo e o artigo era tão lindo…
- Mas ó R. pode ser lindo, mas não é sobre o assunto que estamos a estudar, que é a sociedade portuguesa contemporânea!
- Pois é, professora, mas o título era tão belo, que eu achei que se me tinha conquistado a mim, também ia conquistar a professora…
Mais uma risada na aula e não sei o desfecho desta história.
Numa outra aula, discorria o Boaventura sobre um assunto qualquer que não nos diz respeito, quando fala que se atribuía a certas raças, certas características e que, por exemplo, aos pretos era atribuído um sexo maior do que o das outras raças. O R., que estava ao lado de uma moça branca que o encantava, vira-se para ela e diz-lhe:
- Estás a ver, M., ainda mais um negro assim alto que nem eu!...
Outro dos grandes gebos da FEUC era um companheiro proveniente dos arredores de Coimbra e que era grande apoiante do Partido Socialista. Esse indivíduo tinha uma voz um bocado grossa e assemelhava-se àquelas vozes distorcidas na televisão, quando quem está a falar para as câmaras não quer que o reconheçam. Falava então com a sua voz grossa e lenta e gostava de falar principalmente para com aquela população com quem tinha menos hipóteses: a população feminina!
Era normal vê-lo no bar da faculdade a chegar a mesas onde havia raparigas que não conhecia de lado nenhum e dizer com a sua voz de monstro das cavernas, lenta e arrastada:
- Olá! Eu sou o H.! Posso-me sentar?
As raparigas, por delicadeza ou por atrapalhação (ou até por medo, pois ninguém sabia se ele era perigoso ou não, pois nunca ninguém falou com o médico dele), diziam-lhe que sim e ele lá se sentava, ficando ali calado a olhar para elas até que elas lá se decidiam ir embora.
Noutra ocasião, consta que entrou na biblioteca da FEUC, que estava cheia, pois seria época de exames, chegou-se ao pé de uma moça que não conhecia e ficou especado em pé, ao lado dela, a olhar para ela e para o que ela estava a fazer; como ela olhasse para ele, para ver o que é que ele queria, ele disse:
- Hummm… Olá! Estás a estudar matemática 2?
- Estou… - respondeu ela, sem saber se ele era maluquinho ou outra coisa pior.
Silêncio…
-Hummm… Eu sou o H..
Mas foi tal o sucesso e havia tantas histórias para contar sobre grandes gebos que conhecemos na FEUC, que aqui vou deixar mais algumas registadas.
Havia lá na FEUC, nos anos 90 e princípio dos anos 2000, um cidadão bronzeado e de cabelo encaracolado, natural e nacional de Moçambique, que não primava pela inteligência. Ora esse amigo era de um curso onde a matemática era pouca e os trabalhos e apresentações de aulas eram muitos e estava um dia a apresentar uma aula sobre um assunto que desconheço; acontece que, nessa altura, ainda os computadores portáteis eram raros e caríssimos e ainda os cachopos não faziam birra por um telemóvel novo, mais bonito ou topo de gama, e o mesmo acontecia com os PC, que eram quase todos de secretária e não se podiam levar para as aulas, e o que de mais moderno havia na altura para fazer uma apresentação mais bonita e mostrar que havia ali muito trabalho era através da utilização de acetatos. Como este blogue perdurará pelos séculos dos séculos (mesmo não sabendo nós quantos séculos serão esses “séculos dos séculos”, pois uns dizem que o mundo está para acabar breve devido ao aquecimento global e outros falam antes de arrefecimento global), convém explicar às gerações vindouras como funcionavam os acetatos: eram umas folhas transparentes com algo escrito ou desenhado que era posto em cima de um foco de luz e que era, através de um espelho, orientado para onde quiséssemos, de maneira a que o que estava no acetato era projectado para uma parede para todos vermos aquilo e em ponto grande. Decidiu então o nosso amigo levar uns acetatozinhos para uma aula que ia apresentar e não é que uma mosca matreira decidiu, sem autorização do nosso amigo, poisar-lhe num acetato, ficado a sua sombra projectada na parede? O nosso amigo, furioso com tal ousadia por parte do insecto, em vez de se virar para o local onde a mosca estava (em cima do acetato) para a espantar, vira-se para o local onde a sua sombra era projectada (a parede) e, agitando os braços para a espantar, exclamou, provocando o riso de todos os seus colegas: “Xô mosca! Xô mosca! Mosca má!”.
De outra vez, este nosso amigo foi encarregue de escolher um artigo de jornal para uma cadeira de Sociedade Portuguesa Contemporânea e apresentar esse artigo na aula. Ora o nosso amigo pegou num artigo qualquer sobre as crianças de Moçambique e foi apresentá-lo; a professora quando o começou a ouvir, interrompeu-o:
- Ó R. mas esse artigo não é sobre a sociedade portuguesa…
Ele, vendo que tinha metido o pé na argola, começou:
- Sabe, professora, eu li este artigo e o artigo era tão lindo…
- Mas ó R. pode ser lindo, mas não é sobre o assunto que estamos a estudar, que é a sociedade portuguesa contemporânea!
- Pois é, professora, mas o título era tão belo, que eu achei que se me tinha conquistado a mim, também ia conquistar a professora…
Mais uma risada na aula e não sei o desfecho desta história.
Numa outra aula, discorria o Boaventura sobre um assunto qualquer que não nos diz respeito, quando fala que se atribuía a certas raças, certas características e que, por exemplo, aos pretos era atribuído um sexo maior do que o das outras raças. O R., que estava ao lado de uma moça branca que o encantava, vira-se para ela e diz-lhe:
- Estás a ver, M., ainda mais um negro assim alto que nem eu!...
Outro dos grandes gebos da FEUC era um companheiro proveniente dos arredores de Coimbra e que era grande apoiante do Partido Socialista. Esse indivíduo tinha uma voz um bocado grossa e assemelhava-se àquelas vozes distorcidas na televisão, quando quem está a falar para as câmaras não quer que o reconheçam. Falava então com a sua voz grossa e lenta e gostava de falar principalmente para com aquela população com quem tinha menos hipóteses: a população feminina!
Era normal vê-lo no bar da faculdade a chegar a mesas onde havia raparigas que não conhecia de lado nenhum e dizer com a sua voz de monstro das cavernas, lenta e arrastada:
- Olá! Eu sou o H.! Posso-me sentar?
As raparigas, por delicadeza ou por atrapalhação (ou até por medo, pois ninguém sabia se ele era perigoso ou não, pois nunca ninguém falou com o médico dele), diziam-lhe que sim e ele lá se sentava, ficando ali calado a olhar para elas até que elas lá se decidiam ir embora.
Noutra ocasião, consta que entrou na biblioteca da FEUC, que estava cheia, pois seria época de exames, chegou-se ao pé de uma moça que não conhecia e ficou especado em pé, ao lado dela, a olhar para ela e para o que ela estava a fazer; como ela olhasse para ele, para ver o que é que ele queria, ele disse:
- Hummm… Olá! Estás a estudar matemática 2?
- Estou… - respondeu ela, sem saber se ele era maluquinho ou outra coisa pior.
Silêncio…
-Hummm… Eu sou o H..
4 comentários:
Eu acrescento uma outra:
No bar da FEUC, uma mesa com algumas raparigas da zona em que esse H. vivia, uma das quais a sua paixao platonica.Uma cadeira livre:
- Ola, esta cadeira esta ocupada?
- Nao... responde a sua musa, pensando que ele queria levar a cadeira para outra mesa
E ele senta-se, ficando a contemplar o que se passava ao seu redor, mudo e quedo...
"R." ?
Estamos a falar do entretanto Sr Deputado da Assembleia da República de Moçambique, eleito pela Frelimo pelo Círculo Eleitoral da Europa ?... Esse "R." ?
O mesmo "R." que se mestrou na FEUC com a tese "A polissemia de Cabora Bassa: trinta anos depois", orientado pelo líder espiritual da esquerda macaca da Faculdade de Economia da UC ?...
Esse "R." ?
Rui Conzane:
Quiçá... Não confirmo nem desminto...
Esse individuo com nome de futebolista de gabarito internacional, é o o MAIOR tarado e atrasado que a FEUC já viu. Ele e o seu aprendiz socialista M.G (outro que julgava que a militância política lhe resolvia todos os problemas na vida).
Dois valentes Gebos/anormais que a FEUC calorosamente acolheu.
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